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Como criar um site

Fazer o seu próprio site é muito mais simples do que parece. Cada vez mais usuários buscam marcar uma presença on-line, sem depender exclusivamente de um perfil no Instagram, uma página no Facebook ou uma conta no Twitter.

Por que não montar o seu próprio site?

Etapas para criar um site:

Podemos segmentar o processo de criação de um site nas etapas a seguir:

  1. Planejar o seu site e organizar as ideias em um mapa mental.
  2. Decidir qual é o conteúdo necessário para o seu site.
  3. Comprar o nome de domínio (apesar de também poder comprar depois).
  4. Escolher a melhor plataforma de criação de site.
  5. Criar o conteúdo (ex.: texto e imagens) de cada página.
  6. Acrescentar o conteúdo no seu site e otimizar o SEO.
  7. Publicar e promover o site.

Você precisará de conhecimentos técnicos?

Depende do nível de funcionalidade que o seu site irá exigir. A forma mais complicada seria aprender a programar HTML, CSS, JavaScript e PHP, ou seja, as bases de quase todo site na internet.

Entretanto, esta não é única solução possível: mesmo sem ser muito próximo do aspecto técnico das coisas, você pode criar um bom site facilmente.

Mas como?

Passando por um criador de site. Se você é capaz de usar o Word, Facebook ou PowerPoint, poderá usar também essas ferramentas sem nenhum problema. Essas plataformas (fáceis de usar) oferecem um editor visual, a hospedagem e às vezes até o nome de domínio, tudo em um!

Como funciona um criador de site? (vídeo em inglês)

Como criar um site: 3 possibilidades

Vamos rever as formas mais comuns de criar um site. Existem várias soluções, algumas mais flexíveis ou mais completas do que as outras.

Como fazer um site com uma ferramenta de criação

Comecemos com a opção mais acessível: usar um criador de site. Por assim dizermos, é como se ele fosse um pacote com “tudo incluído”, já que uma mesma empresa costuma oferecer template, editor, hospedagem, domínio, e-mail e suporte. A ferramenta lida com as tarefas técnicas complexas.

Mas isso é interessante não só para os iniciantes. Em função do projeto, por que se complicar quando se pode simplificar?

Praticamente todos os criadores apresentam um plano básico gratuito que permite testá-lo em detalhes antes de decidir se o gasto vale a pena.

Os preços começam a partir de R$ 35,00 por mês, mas já incluem os principais recursos. Para quem não precisa necessariamente de um e-mail, o valor é mais barato.

Entenda melhor o funcionamento exato dando uma olhada no nosso vídeo de análise da Wix (em inglês).

Prós:

  • Muito fácil de usar;
  • Não necessita de software adicional;
  • Não necessita de conhecimentos técnicos para começar;
  • Atualizações e aspectos de segurança gerenciados pelo próprio criador de site.

Contras:

  • Nem sempre recursos adicionais podem ser acrescentados (em função da ferramenta);
  • A flexibilidade é menor, já que depende do provedor;
  • Não é adaptado para projetos de alta complexidade que requerem bancos de dados (ex.: um diretório).

Os criadores de site mais conhecidos são os da Wix, Webnode e Weebly. Na nossa comparação completa você também encontra outras ferramentas de criação.

O criador da Wix pode ser testado gratuitamente e durante todo o tempo que quiser.

Teste a Wix gratuitamente

Como fazer um site com um gerenciador de conteúdo

Os gerenciadores de conteúdo (CMS) contêm um grau superior de dificuldade. Apesar do funcionamento parecido com o de um criador de site, seu uso é bem mais complicado.

Com um criador de site, é possível acrescentar conteúdos simples como textos e imagens, além de projetar o site completo. Um gerenciador de conteúdo clássico, neste caso, é muito mais limitado e seu visual depende em princípio dos templates já existentes.

O mais conhecido é o WordPress. Você instala um tema já preparado e termina de adaptar o aspecto com as opções de design. Mas, se algo não corresponder às suas expectativas, o CSS ou o HTML deverá ser editado (por você ou um programador).

A hospedagem, o domínio, o e-mail, a instalação e o nível de suporte que escolher dependerão da soma que você quer gastar e seus conhecimentos técnicos. Fazendo você mesmo, pode sair relativamente barato.

Uma grande vantagem, especialmente no caso do WordPress, é que existem milhares de plugins para acrescentar no seu site recursos especiais não nativos. Um exemplo típico seria o WooCommerce, um plugin que inclui uma loja virtual completa.

Por padrão, o WordPress foi imaginado para um idioma único, mas existem plugins, como o WPML, que permitem traduzir o site. Outro bastante usado é o plugin para SEO da Yoast, a fim de alterar os ajustes para os mecanismos de busca (ex.: Google).

Prós:

  • Você pode escolher o provedor de hospedagem;
  • Muito bom para sites multilíngues;
  • Flexibilidade técnica, acesso total ao código fonte (se você sabe o que está fazendo);
  • Recursos podem ser acrescentados com os plugins.

Contras:

  • Sem suporte técnico pessoal;
  • A liberdade criativa depende do template;
  • Pode haver custos adicionais ligados aos plugins;
  • Pequenas mudanças estéticas podem necessitar de um programador.

Outros exemplos de gerenciadores de conteúdo seriam o Joomla! e o Drupal, mas sua complexidade é maior do que a do WordPress, por isso não entraremos em detalhes.

Como programar um site sozinho (ou contratar alguém)

Esta é a regra número 1: abrir o editor e começar a programar. Quem deseja liberdade total terá que fazer o site sozinho. Claro que o trabalho é pesado, podendo assustar (e frustrar) os iniciantes.

Uma boa iniciativa para começar é consultar sites como o Codecademy, Mozilla ou W3Schools, com tutoriais passo a passo para iniciantes. Mas o caminho será longo até que o seu site esteja funcionando.

Aqui é impossível prever um orçamento geral, já que ele vai variar conforme o projeto. Se você tiver que contratar um programador, sairá muito mais caro. Pagar os 8,50 € por mês de um criador de site será sempre mais barato do que o valor cobrado pelo programador ou a agência por uma hora de trabalho.

As ferramentas mais usadas são o NetBeans, Aptana Studio e Brackets. Todos são compatíveis com HTML, CSS, JavaScript, PHP e gratuitos.

brackets programa editar codigo

Captura de tela do Brackets

Prós:

  • Se você sabe programar, as possibilidades são infinitas;
  • Hospedagem econômica;
  • Flexibilidade máxima.

Contras:

  • Sem suporte;
  • A curva de aprendizagem é lenta demais;
  • Os custos são difíceis de serem calculados;
  • Requer muito tempo de estudo e implementação.

Design e planejamento de um site

Assim como nem sempre é uma boa ideia começar a cozinhar sem seguir uma receita, não é bom improvisar a criação de um site sem experiência. O planejamento irá ajudá-lo a decidir quais são as seções necessárias, qual conteúdo é mais conveniente e como deve ser o design do seu site.

mind map

Uma boa forma de começar é formular um mapa mental com ideias sobre o que será necessário para o seu site.

Conselhos para planejar o seu site:

  1. Com uma caneta e uma folha, escreva todos os seus desejos para o site. Brainstorming e um mapa mental são ideais para organizar os pensamentos.
  2. Dê uma olhada em outros sites interessantes: tanto do ponto de vista do design quanto do conteúdo. Anote do que você gosta e do que não gosta.
  3. Quando o rascunho do seu site estiver pronto, peça que pessoas de confiança deem sua opinião. Com certeza você terá comentários úteis que poderão ser incorporados.
  4. Pessoalmente, eu crio uma lista (ex.: Excel) com todas as páginas que o meu site terá. Lá eu anoto o título, o tipo de conteúdo, as palavras-chave, a finalidade, o tipo de página e sua importância.
  5. Bônus: para se posicionar bem nos mecanismos de busca, verifique qual palavra-chave aparecerá em cada página e acrescente-as na lista do ponto 4.

E quanto ao design dos sites?

Criar o design visual não é fácil, aliás, diria que na internet temos mais exemplos de designs aberrantes do que bons, não permita que o seu seja um deles.

Assim como as calças boca-de-sino estavam na moda nos anos 1970, nas décadas de 80 e 90 já eram consideradas ridículas. O mesmo acontece com o design de um site: deve-se levar em conta que as boas práticas de 5 anos atrás podem agora parecer ultrapassadas ou desatualizadas.

Este não é um guia para webdesigners profissionais, mas vou dar alguns conselhos que acredito funcionar sempre:

  1. Procure usar uma cor clara (ou branca) de fundo.
  2. Escolha cores atrativas e complementares. Se precisar de ajuda use o Adobe Color.
  3. Crie um design límpido, simples e deixe espaços em branco entre os elementos. Mais informações.
  4. Não use fontes muito variadas, uma para os títulos e outra para os textos costumam ser suficientes. Selecione a fonte adequada para o seu site.
  5. Mantenha um estilo e formato homogêneos. Os usuários não devem notar diferenças no design entre as suas páginas. Não crie um Frankenstein.
  6. O seu site também deve ser perfeitamente exibido em dispositivos móveis.
  7. Se acrescentar imagens, elas devem ter aspecto profissional. Não publique uma selfie tirada em frente ao espelho do banheiro. Mas considere que os smartphones atuais tiram fotos muito boas, ajustando um pouco você pode conseguir fotos únicas com a sua marca.
  8. Menos é mais, em caso de dúvida, opte pelo minimalismo.

Se quiser se aprofundar mais no design, confira o blog da Wix. Ele inclui uma infinidade de tutoriais e guias sobre designs fáceis de criar.

O que os melhores sites têm em comum?

O logotipo e a seleção das imagens são fundamentais para um site com aspecto profissional. Atualmente existem muitas fotos gratuitas à disposição, dê uma olhada na Creative Commons (em inglês).

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Além disso, há também fotos de profissionais pagas (a partir de 1€ ou 1 US$) em vários outros sites, como o Fotolia e o Shutterstock.

É importante entender bem os formatos de imagem disponíveis: gif, .jpg e png são os principais. Da mesma forma, é preciso otimizar o tamanho e a qualidade das imagens para o padrão da rede. Encontre aqui tudo o que você deve saber sobre esse tema.

Você também pode usar sites como o TinyPNG ou o ShortPixel para compactar suas imagens gratuitamente.

Ainda assim, é bastante útil dispor de um programa de edição para poder editar e alterar o tamanho das imagens. Uma solução profissional e gratuita é o Gimp. Se você já usou o Photoshop antes, pode encontrar semelhanças no início.

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Mas cada vez mais ferramentas existem para criar recursos gráficos com facilidade e sem ter que aprender a usar o Photoshop ou o Illustrator. É possível usar, por exemplo, o Stencil ou Snappa (disponíveis apenas em inglês).

Para passar uma impressão profissional aos visitantes do seu site, você deve usar formulários de contato, em vez de um endereço de e-mail. É mais simples integrar esses formulários com plataformas como a Wix, Webnode ou Weebly.

Leve em conta que a navegação no seu site é essencial para que os visitantes percorram suas páginas. Preste atenção nisso e na coerência. Por exemplo, se o seu objetivo é que os usuários mandem mensagens pelo formulário de contato, seria uma besteira muito grande se esquecer de incluí-lo na página.

O seu site já foi publicado. O que fazer agora?

Bem, se você já criou e publicou seu site, pode trabalhar na promoção e otimização para incrementar as visitas e melhorar a experiência dos usuários que o encontrarem.

  • Atualização do seu site: as páginas na internet não são como as páginas de um livro, que uma vez publicadas não podem mais ser alteradas. Portanto, crie novos conteúdos relevantes sempre que tiver a oportunidade e atualize constantemente o seu site. Por exemplo, imaginemos o site de um restaurante: se o menu mudar, isso tem que ser informado virtualmente o quanto antes.
  • Posicionamento: para atrair um número máximo de visitantes você deverá otimizar o SEO do seu site. Isso não é muito complexo, mas necessita de tempo e trabalho.
  • Análise: o seu esforço para o posicionamento (ponto anterior) não servirá de nada se você não medir o tráfego do seu site. É assim que você saberá se o que fez está funcionando ou não. A ferramenta de análise mais comum é o Google Analytics, que é grátis.

google search console index

  • Assim que o seu site for publicado, sempre será interessante se cadastrar no Google Search Console para informar ao Google que o seu site existe e obter informações. Ou ao menos enviar a URL (direção) do seu site para que o Google a registre (indexação).
  • Email Marketing: outra estratégia comum de negócios é enviar e-mails massivamente aos visitantes para não perder contato. Ela é útil principalmente para lojas virtuais, pequenas empresas e blogues.
  • Redes sociais: por fim, é de costume criar perfis nas redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter, LinkedIn, etc.) para interagir com os visitantes (e possíveis visitantes futuros) fora do site que você criou. Isso funciona particularmente bem para projetos visuais de artistas gráficos, joalheiros ou fotógrafos, por exemplo.

Espero que esse pequeno guia tenha ajudado a entender como criar um site do começo ao fim. Mas se você ainda tiver alguma dúvida sobre como se lançar, poste a sua pergunta nos comentários para tentarmos ajudar.

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