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como montar uma loja virtual

Você está querendo abrir uma loja virtual de pequeno ou médio porte? Então este guia é perfeito para você. O nosso objetivo é apresentar os diversos aspectos de fazer um site de vendas e, depois de ler este artigo, você saberá todas as bases e com o que ter cuidado futuramente. O nosso foco será, particularmente, os requisitos técnicos para uma loja virtual.

Começar uma loja virtual em 5 etapas:

  1. Estabelecer as necessidades do seu site de e-commerce.
  2. Escolher a plataforma apropriada (software de e-commerce).
  3. Configurar a sua loja virtual.
  4. Iniciar a campanha de marketing.
  5. Analisar os resultados e agir!

Já há alguns anos, as receitas geradas pelo e-commerce estão em constante evolução. Veja o gráfico com a previsão das receitas do e-commerce no Brasil.

statista brasil ecommerce loja vistual

Fonte: Statista

Isso é totalmente plausível, visto que as novas gerações têm crescido com um mouse entre os dedos e o hábito de comprar on-line.

Não importa se você já tem uma empresa física ou vai ter que começar do zero. Se você está planejando criar uma loja virtual, colocar esse plano em ação e ver o sucesso do seu negócio, conte com a ajuda desse guia de e-commerce.

Por que montar uma loja virtual sozinho?

Esta é uma boa pergunta se considerarmos a quantidade de lugares nos quais as pessoas podem comprar: a Amazon Marketplace, o eBay e o Elo7 oferecem plataformas para qualquer pessoa vender on-line. Talvez essa não seja uma má ideia para iniciantes, pois você pode tirar proveito do número de visitantes sem investir em propaganda.

Porém, existe um problema: dependendo dos produtos que você vende, a taxa de comissão cobrada pela plataforma gira em torno de 5 a 20% e, com o passar do tempo, isso é muito dinheiro. Também não tendo acesso aos dados dos clientes, você não terá como trabalhar no relacionamento com eles depois.

Operando a sua própria loja virtual, essas taxas não serão mais um problema. Em vez disso, você terá gastos com hospedagem e portal de pagamento (ex.: PayPal). Mas, no fim, sairá mais barato do que permanecer em uma plataforma de marketplace. Obviamente você pode testar as duas estratégias de uma vez e depois tentar atrair clientes da plataforma para a sua loja virtual.

No longo prazo, ser dono de um site e de uma loja virtual é, de longe, a melhor forma de criar uma imagem de marca duradoura e fidelizar os clientes.

Encontrar os melhores nichos de mercado

Se você ainda não tem certeza do que vender, existem diversos meios de encontrar nichos de mercado interessantes.

A opção mais fácil será sempre começar focando numa área que você já conhece. O seu hobby é pilotar drones? Você é apaixonado por café de qualidade? Ou coleciona fones de ouvido retrô?

Em todos esses casos, além dos mercados maiores, nichos pequenos e bastante específicos esperam para ser explorados. Pegando o exemplo do café, podemos procurar máquinas de café portáteis ou produtos parecidos. O segredo é ter certeza de que existe um público suficiente interessado e poucos vendedores.

Analisar a demanda do produto

Você pode pesquisar esses tipos de nicho, por exemplo, pelo Google Keyword Planner, KWFinder, Google Trends, ou, o melhor de todos, Ahrefs. Assim, você pode saber quantas vezes no mês as pessoas procuram uma palavra-chave ou produto específico no Google. Também, todas as ferramentas de palavras-chave mencionadas acima geram palavras-chave relacionadas que talvez não tenham passado pela sua cabeça.

criar um site de vendas

A captura de tela mostra uma análise do Ahrefs das palavras-chave “cafeteira cápsula”, por exemplo. Você pode ver que existem cerca de 6.400 buscas no Google Brasil por mês. O Ahrefs é uma ferramenta prática que também indica o nível de dificuldade para aparecer entre os dez primeiros resultados do Google com uma certa palavra-chave (em uma escala de 0 a 100). Como você pode perceber, nesse exemplo não seria tão complicado.

E, claro, também existe a opção de criar a sua própria demanda. Se você quer vender um produto que não faz muito sucesso no Google, é possível fazer propaganda em outras plataformas, como o Facebook e o Instagram. Porém, se quiser seguir este caminho, é preciso ter certeza de que o produto é compatível com as redes sociais e incita compras impulsivas.

Dropshipping

A ideia do dropshipping é simples: você vende o produto pela sua loja virtual e um prestador de serviços cuida de preparar o pedido, do frete e das devoluções (ex.: AliExpress e FBA – Fulfillment by Amazon). O Shopify é uma plataforma excelente se você está planejando fazer uso do dropshipping, e seu aplicativo Oberlo (ler resenha em inglês) inclui milhares de produtos e se integra com o AliExpress. Outra solução boa para o dropshipping é o WooCommerce e seu plugin AliDropship.

O que distingue a sua loja?

Quando tiver uma ideia de um possível produto, é fundamental pensar no seu fator de diferenciação (sua proposta única de vendas). Em outras palavras, por que exatamente os clientes devem comprar com você? Veja alguns exemplos:

  • Você é o único vendedor de um produto específico (como camisetas com um design totalmente exclusivo).
  • Você está sempre no topo dos rankings de busca do Google e, portanto, atrai um número altíssimo de visitantes.
  • Você tem bastante experiência com propaganda paga (ex.: Google Ads e anúncios no Facebook), podendo alcançar seu público-alvo específico com eficiência.
  • Seu canal de vendas: você é o único vendedor de um produto no seu país.
  • O seu posicionamento é superior aos demais: você entende melhor os problemas dos seus clientes e pode descrever o seu produto de modo que eles se sintam mais predispostos a comprar com você.

Agora a próxima etapa é analisar uma série de plataformas que podem ser usadas para criar seu e-commerce.

Requisitos para um sistema de loja virtual

Complexidade e orçamento:

Esta decisão é essencial. Quanto tempo e quantos recursos são necessários para o seu projeto? Dividimos as plataformas em três categorias:

Complexidade Fácil Média Difícil
Tempo para a implementação  3 a 7 dias 1 a 3 semanas Várias semanas ou até meses
Orçamento (estimativa aproximada) R$ 30,00 a R$ 110,00 por mês R$ 55,00 a R$ 750,00 por mês Criação (gasto único): R$ 7.500,00 a R$ 75.000,00 mais R$ 75,00 a R$ 1.300,00 por mês
Hospedagem Incluída (nuvem) Incluída (nuvem) Instalação no próprio provedor de hospedagem
Exemplos Wix, Webnode, Weebly Shopify, BigCommerce, Volusion Magento, PrestaShop, WooCommerce

Existem algumas diferenças aqui: uma loja simples, como a que a Wix oferece, é fácil e rápida de configurar. Qualquer pessoa que sabe usar a internet consegue entender como a interface funciona em apenas algumas horas. Geralmente, um fim de semana é mais do que suficiente para montar uma loja virtual e operá-la. Para uma loja com produto único, você não vai precisar mais do que o plano Wix por $17.50/mês.

Os sistemas de loja de complexidade média proporcionam um leque maior de recursos. Integração e formas de pagamento, ainda que úteis, exigem uma curva de aprendizagem mais acentuada e um orçamento maior. Ao contrário dos sistemas mais simples, esses permitem gerenciar lojas muito maiores e você também usufrui de opções melhores de marketing (como venda cruzada, mecanismos de busca de preços, etc.). Neste âmbito, o Shopify é a ferramenta mais utilizada.

Lojas virtuais complexas, como as da PrestaShop e do Magento, são destinadas a projetos com dimensão totalmente diferente. É pouco provável que iniciantes sem nenhum conhecimento técnico consigam configurar algo assim porque esses sistemas de código aberto devem ser instalados e configurados à mão. Você também vai precisar de um provedor de hospedagem. Os sistemas de loja menos complexos não acarretam esses requisitos porque os provedores hospedam as lojas nas suas próprias infraestruturas na nuvem. O tempo de duração do procedimento de instalação varia muito e depende principalmente das empresas que você contrata e do quanto quer personalizar o design e o código.

Outros recursos de loja que você pode achar úteis:

Critérios Opções
Quais formas de pagamento você deseja oferecer? PayPal
Cartão de crédito
Cartão de débito
Boleto bancário
Transferência bancária
Fatura
Dinheiro na entrega
Pagamento parcelado
Opções de frete Interfaces com empresas de frete, como FedEx ou DHL
Preços de acordo com as regiões e países
Dropshipping
Opções de contabilidade Criar faturas ou integrar um software de contabilidade (como o Xero)
Taxas de IVA diferentes
Importação e exportação automática de produtos Gerenciar catálogos de produtos grandes demais para manutenção manual (ex.: mais de 100 items)
Contas de cliente Os clientes podem se cadastrar para acelerar o processo de pagamento?
Recursos de marketing SEO (estrutura de URL, etc.)
Venda cruzada
Integração de mecanismos de busca de preço
Cupons de desconto
E-mail marketing (newsletters e e-mails de lembrete de carrinhos abandonados)
Blog para marketing de conteúdo
Nome de domínio / endereços de e-mail O nome de domínio e os endereços de e-mail estão incluídos?
Internacionalização Quantas línguas e moedas são oferecidas?
Recursos de segurança Encriptação SSL
Back-ups automáticos
Garantia de disponibilidade do site (SLA)
Suporte Por e-mail
Por telefone
Disponibilidade

Panorama dos diferentes sistemas de loja

Confira aqui uma rápida apresentação sobre aqueles que consideramos ser os mais interessantes para criar um site de vendas:

Abrir loja virtual com Shopify

O peso-pesado do e-commerce

Mesmo que a sua empresa cresça muito depressa, você não terá motivos para mudar de plataforma, a menos que queira uma loja extremamente global. Ela oferece todas as ferramentas necessárias para começar com fluidez e trilhar seu caminho em direção a um crescimento rápido.

Você pode testar o Shopify de graça por 14 dias (sem precisar de cartão de crédito). O plano mais barato para se lançar é o “Lite” por $9/mês. Com ele você pode vender produtos em um site existente ou pelo seu perfil nas redes sociais. Os outros planos propõem uma loja completa com recursos adicionais, como suporte por telefone, estatísticas aperfeiçoadas e mudança de template. Encontre mais informações na nossa análise detalhada do Shopify.

Wix Loja Virtual

Wix, lojas virtuais para pequenos orçamentos

Em se tratando de lançar uma loja virtual, a Wix é uma das alternativas mais baratas. Os planos são extremamente acessíveis para os usuários, sobretudo os anuais (ou mais longos). Uma das vantagens da Wix é que, ao contrário do Weebly, ela não cobra comissões pelas transações.

Além do sistema de e-commerce proporcionar um ótimo custo-benefício, ele também é muito fácil de usar e poderoso (até certo ponto). Por exemplo, os meus recursos preferidos são: a possibilidade de vender produtos digitais (ex.: vídeos), criar sites para membros e a calcular o frete em tempo real.

Porém, não acho que a Wix sirva para todos os projetos de e-commerce. Eu diria que ela é mais adaptada para lojas virtuais menores, que não terão mais do que 200 ou 300 itens a serem gerenciados. Para projetos maiores, o Shopify e o BigCommerce são melhores.

Montar loja virtual com Weebly

Facilitando (muito) as vendas

Se você já tem um site com o Weebly e não quer complicar sua vida com as dificuldades do processo de instalação ou do código aberto, dê uma olhada mais de perto na solução de e-commerce embutida na plataforma. A loja virtual funciona tão facilmente quanto o resto do editor do site.

O Weebly Pro permite vender até 25 produtos. Não é muito, mas já é um começo. Se você não precisa de TODOS os recursos especiais, é suficiente. Se quer vender mais produtos e precisa de ferramentas como vouchers, escolha o plano “Business”. O Weebly foi criado para iniciantes que buscam uma solução fácil. Por isso, você não vai encontrar ferramentas avançadas, como dezenas de portais de pagamentos internacionais ou contas de cliente.

O Weebly fornece atualizações constantes com recursos adicionais que ajudam a criar uma loja virtual aperfeiçoada.

Requisitos legais

Se você tem interesse em criar a sua própria loja virtual ou entender melhor os aspectos jurídicos do e-commerce, leia com atenção o guia do Sebrae. Ele indica todas as informações para que o seu negócio esteja totalmente conforme à legislação brasileira.

Você saberá mais sobre a regulamentação do e-commerce no Brasil, o Código de Defesa do Consumidor, a importância dos termos de uso e políticas do site, bem como as diferenças entre os sites de venda, as precauções ao desenvolver um site e os aspectos legais do marketing digital.

Para a legislação do e-commerce em Portugal, mais especificamente, encontre informações importantes neste guia.

Dicas importantes para sites de produtos

Agora, confira duas dicas básicas para o conteúdo da sua loja de e-commerce:

Imagens do produto

product photo

A apresentação é crucial e deve estar impecável. Você não pode se permitir errar aqui. Recomendamos imagens de alta qualidade, tiradas por você mesmo ou um fotógrafo profissional. Veja algumas dicas de como improvisar sozinho um estúdio de fotografia em casa.

Cada vez mais lojas virtuais têm começado a usar vídeos. Mas, por favor, não pegue os vídeos do fabricante! Em vez disso, faça os seus próprios. Se o vídeo aborda produtos que não foi você que fez, use-o como uma resenha e explique aos clientes as vantagens e desvantagens que você vê no produto. Isso passa confiança e faz com que os clientes queiram voltar.

Textos

O mesmo se aplica aos textos, não basta copiar as descrições padrões oferecidas pelo fabricante. Os seus clientes vão ficar entediados e o Google também! Reutilizar um texto que o Google pode encontrar em outros sites também reduz as suas chances de bom posicionamento. Então, ou você escreve os seus próprios textos ou contrata um profissional que escreve para você.

Outra boa ideia é disponibilizar uma seção de Perguntas Frequentes sobre os seus produtos. Pense nos problemas reais dos clientes e adicione essas perguntas nas páginas dos produtos. Isso traz dois grandes benefícios: o primeiro é que o texto é 100% original, e o segundo é que você fala a mesma língua que os seus clientes. Isso pode aumentar consideravelmente o seu ranking no Google.

O que nos leva ao próximo assunto:

Gerar tráfego: como trazer os clientes para a sua loja virtual

Mesmo a melhor loja virtual não vale nada se não atrair clientes. Felizmente, existem vários meios de fazer com que os clientes venham dar uma olhada na sua loja.

Tráfego grátis

De graça é ótimo, né? Existem formas variadas de desfrutar do tráfego grátis. Vamos dividi-las entre SEO, redes sociais e e-mail marketing.

Otimização para motores de busca

O SEO é um processo demorado. Podem passar meses até encontrar as palavras-chave que de fato tragam visitantes. Quanto tiver alcançado as primeiras posições, basicamente você ficará lá por um tempo, mas também dependerá de como os seus concorrentes lidam com o SEO e do quanto conhecem sobre o assunto.

Observação: investir no SEO é uma boa ideia, especialmente quando existem muitas buscas na internet por pessoas que querem comprar um produto que você vende. Supondo que você venda MacBooks, esse termo aparece milhares de vezes por dia nas buscas no Google (de acordo com a ferramenta de SEO Ahrefs, o número certo gira em torno de 105.000 vezes por mês).

Assim, com o SEO, você pode tirar proveito disso. Porém, aterrissar nos primeiros resultados do Google quando as pessoas procuram “MacBook” está fora de questão, pois a concorrência é extremamente alta.

Em vez disso, você pode otimizar o seu site para buscas como “MacBook é bom”. Esses termos só são procurados cerca de 100 vezes por mês, mas a concorrência não é tão acirrada aqui. Você pode fazer isso para o seu blog, por exemplo. Encontre mais informações sobre o assunto neste guia completo de SEO para iniciantes.

Redes sociais – ideais para “objetos que brilham”

Como já mencionado, você pode tirar o máximo proveito do Facebook, Twitter, YouTube, Instagram e Pinterest se o seu produto for atrativo. Artigos que as pessoas compram por impulso: camisetas engraçadas, documentários em vídeo interessantes, cabideiros estilosos ou mochilas com carregador próprio.

Sabe, aquelas coisas que os clientes nem sabem ainda que querem comprar. Coisas que são compartilhadas e, como resultado, o boca a boca se alastra. Para que esta estratégia funcione, você vai precisar de um grande número de seguidores e fãs ativos.

Newsletters – tornar clientes potenciais em reais

Para pequenas quantidades de assinantes, existem alguns provedores de newsletter gratuitos. Eles são ótimos para iniciantes. A newsletter é útil principalmente se você quer estimular os visitantes a voltarem ou fazer de um antigo cliente um cliente atual.

Você pode obter os e-mails de futuros clientes oferecendo cupons de desconto, por exemplo. Se você vende um produto que requer algumas explicações, também pode tentar o envio de um guia em PDF ou e-book gratuito. Depois de reunir esses e-mails, você poderá enviar mensagens automáticas para os clientes, ou seja, uma sequência de e-mails automáticos e predefinidos que estimulam o destinatário a voltar.

Ademais, existem também os e-mails de lembrete de carrinho abandonado. Eles são incrivelmente eficazes, já que lembram automaticamente as pessoas que já colocaram produtos no carrinho, mas ainda não concluíram a compra. As lojas de e-commerce maiores contam com esse recurso embutido, mas ele também pode ser adicionado manualmente pelo seu software de newsletter.

Tráfego pago: o meio mais fácil e rápido (para quem tem dinheiro)

Dois serviços me vêm à mente para esta estratégia: o Adwords e os anúncios no Facebook. Como já dito, você precisa saber que tipo de produto está querendo vender. O Facebook se adapta mais aos produtos “legais”. Outra vantagem é identificar o seu público-alvo sem dificuldade. Por exemplo, você pode vender camisetas personalizadas para grupos com interesses especiais (como o de pessoas cujo hobby é pilotar drones).

O Google Adwords funciona mais para volumes de busca e preços de clique. No fim, o que conta é o seu retorno sobre investimento e ele deve, idealmente, ser positivo. É por isso que você precisa analisar alguns dados. Muitas pessoas jogam dinheiro fora com tráfego pago sem saber se terão um resultado ou não. Na dúvida, consulte um profissional. A ferramenta é voltada principalmente para os donos de loja Shopify, mas também proporciona inúmeras informações valiosas para quem está planejando anunciar no Facebook.

Espero que este guia tenha lhe ajudado a entender as bases para criar uma loja virtual! Se tiver qualquer dúvida, deixe um comentário. Gostaria muito de saber a sua opinião.

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